sábado, 18 de julho de 2009

Teísmo X Ateísmo


Por Airton,
O QUE E O QUEM
O homem, pequeno ser do Universo grandioso se acha superior porque pensa, ou porque está comprovado que é o único animal que pensa!
Assim ao colocar-se, faz um questionamento dúbio para assegurar que continuará sendo o dono da situação, para auto-afirmar-se no que diz respeito a sua efêmera existência. Como entender QUE É DEUS e QUEM É DEUS?:
Que é Deus?
Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
Pitágoras, que voveu no século VI a.C, foi um dos lúcidos Espíritos da antiga Grécia.
Chamado sábio pelos díscipulos, respondia que era apenas um philosophos. Em grego philos, amigo; sophoi, sabedoria.
O filósofo é um amigo do saber.
Para Platão, outro grande sábio grego, a filosofia deve ser exercitada não por mero prazer especulativo, mas como necessidade básica do ser humano, em busca da Verdade.
Quem sabe de onde veio situa-se melhor. quem sabe por onde anda não se perde nos caminhos. Quem sabe para onde vai não experimenta perplexidade e desalento. Platão valorizava extremamente esse empenho. Destacava que a direção das coletividades deve pertencer aos filósofos.
Afirmava: " A não ser que os filósofos se tornem governantes ou que os governantes se tornem filósofos, não haverá solução para as aflições humanas."
A grande questão é que raramente essas orientações têm sido observadas.
Os filósofos procuram o saber não por amor à sabedoria, como Pitágoras, nem por amor à Verdade, como Platão. Apaixonados por si mesmos, pretendem decifrar os enigmas do Universo a partir de uma exaltação da própria vaidade. quase sempre comentem um erro fundamental: Ignoram a prsença de Deus no Universo, pretendo explicar criação sem um criador. Diz Jesus, em Mateus, 11:25; "Graças te dou, ó Pai do Céu e d a Terra, poque ocultaste estas cousas aos sábios e entendidos, e as revelastes ao pequeninos."
Dai depreendermos que a chave da percepção, que nos coloca em contato com as realidades universais, É A HUMILDADE, o reconhecimento da própria pequenez diante do Senhor Supremo, em cujo seio existimos e nos movemos, conforme observa o apóstolo Paulo.
Não memos importante é exercitamos a razão para preciar a Regência Divina. Sem esse empenho incorremos no milenar engano: conceber um deus antropomórfico, feito à nossa imagem e semelhança, governando a vida universal sob inspiração de paixões típicas da inferioridade humana.
Jeová, o todo senhor bíblico, vingava-se até a quarta geração daqueles que o ofendiam e determinava que os judeus passassem a fio de espada, em terra inimiga, tudo o que tivesse fôlego! Mais exatamente, todos os viventes, fossem homens, mulheres, velhos, crianças, aves, peixes, animais... O deus cristão não tem feito melho r. Basta lembrar que em se nome sustentaram-se as cruzadas, as fogueiras inquisitoriais, o comércio das indulgências, a monarquia religiosa, a caça às bruxas...
Se falta religiosidade aos pensadores, carecem de racionalidade os religiosos.
Um homem culto e sensível, ser humano encarnado no século do tempo medido pelos homens, trouxe uma Boa Nova para a humanidade, para aqueles que "quiserem ouvir e ver". Este viajor, como nós, era pedagogo, professor, filósofo por vocação e teve como nome Allan Kardec que se preocupava com os problemas humanos, buscando sobretudo, um sentido para a vida. Ao contatar os Espíritos nas primeiras reuniões a que compareceu em Paris no ano de 1855, teve a necessária HUMILDADE para enxergar o que enfatuados acadêmicos recusavam ver: a presença de homens desencarnados ou a almas dos mortos, dando notícias do continente espiritual, o que abria um promissor campo de pesquisas. Mas em em momento algum Kardec renunciou à L ÓGICA e ao BOM SENSO, conforme está escrito no Evangelho Segundo o Espiritismo: "FÉ inabalável só é a que pode encarar de frente a RAZÃO, em todas as épocas da Humanidade."
Se os amigos historiadores pesquisarem em Obras Póstumas, um dos livros do Pentateuco do Espiritismo, irá encontrar Kardec referindo-se a sua iniciação; "Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender, percebi, naqueles fenômenos, a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurava em toda a minha vida. Era em suma, toda uma revolução nas idéias e nas crenças, fazia-se mister, portanto, andar com maior circunspecção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir."
Foi mérito do pedagogo e filósofo Kardec começar seu trabalho de Codificação da Doutrina Espírita a partir da idéia fundamental - DEUS, não indo além do que lhe seria dado compre ender, com o que evitou especulações fantasiosas. A primeira pergunta que formulou, ao reconhecer que estava em contato com elevadas Entidades que se propunham a transcendentes revelações, evidencia sua sobriedade e discernimento:
O QUE É DEUS?
Normalmente se perguntaria; QUEM É DEUS?
Soa melhor.
No entanto, qualquer estudante secundário sabe que há uma diferença fundamental entre os pronomes QUE e QUEM.
QUEM É Jesus?
Um judeu nascido em Belém, filho do carpinteiro José e sua esposa Maria. Viveu em Nazaré. Morreu crucificado em Jerusalém.
QUE É Jesus?
O autor dos ensinamentos que deram origem ao Cristianismo, um movimento religioso que, em vários segmentos, constotui hoje a crença predominante do Ocidente.
O pronome QUEM implica em identificação.
O pronome QUE define ativiade, condição, qualificação. Por isso o estudioso Kardec, sabiamente não pergunta QUEM é Deus, Como identificá-lo? Onde nasceu? Q ual sua origem, idade, natureza íntima? Tal qual como os Historiadores fariam talves ao debruçar sobre os fatos presentes...
Não estamos diante de mistérios no sentido teológico - assuntos proibidos. São apenas informações que escapam ao nosso entendimento no atual estado evolutivo. Seria o mesmo que ensinar álgebra a um recém-nascido.
Assim, Kardec limitou-se a perguntar às Entidades elevadas (Espíritos) quanto a qualificação de Deus e não quanto à identificação. Ao responder que DEUS É A INTELIGÊNCIA SUPREMA, CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS, os mentrores espirituais esgotaram o assunto nos limites do entendimento humano.
A partir dessa idéia fundamental Kardec desenvolveria as 1018 questões que compõem O LIVRO DOS ESPÍRITOS, fonte de muitas respostas as dúvidas e aflições da Humanidade. Nele é possível encontrar um roteiro indispensável em favor de nossa felicidade e bem-estar, inspiando-nos AMOR ao conhecimento, como exalta va Pitágoras, mas, sobretudo, levando-nos ao conhecimento do AMOR, síntese das Leis Divinas, como ensinava Jesus.
Por isso meus amigos debatedores, a prova da existência de Deus temo-la nesse axioma: NÃO HÁ CAUSA SEM EFEITO.
Quero agradecer os que tolerarem ler essas humildes linhas do ser frágil que acredita em um Deus Supremo e Misericordioso com seus filhos, mesmo que ingratos, agradecer a intuição de Richard Simonetti, grande escritor e preletor espírita que também me inspirou a enviar esse sinal de que há algo em torno de nós que vai além dos nosso olhos materiais.
Até amigos e um grande abraço a todos que acreditarem ou não!